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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Álcool: uso e consequências

alcool24O álcool é uma substância lícita que possui uma variedade incontável de bebidas ao redor do mundo, obtidas por fermentação ou destilação da glicose presente em cereais, raízes e frutas. É consumido exclusivamente por via oral e sua mensuração feita por doses, sendo que cada dose equivale a 14 gramas de álcool. De modo geral, considera-se que as mulheres correrão menos riscos de desenvolverem problemas de saúde, aquelas que ingerirem até 7 doses de álcool por semana ou 3 por dia, enquanto os homens poderão ingerir até 14 doses na semana ou 4 no mesmo dia.

 

 

  • Efeitos agudos

O álcool é um depressor do cérebro e age diretamente em diversos órgãos, tais como o fígado, coração, vasos e na parede do estômago. Sua intoxicação é o uso nocivo de substâncias é caracterizado pelo consumo de quantidades acima do tolerável para o organismo.

 

Os sinais e sintomas da intoxicação alcoólica caracterizam-se por níveis crescentes de depressão do sistema nervoso central havendo, inicialmente, sintomas de euforia leve, evoluindo para tonturas, ataxia e coordenação motora, confusão e desorientação e atingindo graus variáveis de anestesia, entre eles o estupor e o coma. A intensidade da sintomatologia da intoxicação tem relação direta com a alcoolemia, porém o desenvolvimento de tolerância, a velocidade da ingestão, o consumo de alimentos e alguns fatores ambientais também são capazes de interferir nessa relação.

 

 

  • Efeitos crônicos


O mais comum é a síndrome de abstinência que inicia-se horas após a interrupção ou diminuição do consumo. Os tremores de extremidade e lábios são os mais comuns, associados a náuseas, vômitos, sudorese, ansiedade e irritabilidade. Casos mais graves evoluem para convulsões e estados confusionais, com desorientação temporal e espacial, falsos reconhecimentos e alucinações auditivas, visuais e táteis esse conjunto de sintomas é denominado de delirium tremens.

 

 

  • Complicações clínicas

 

O álcool tem ação tóxica direta sobre diversos órgãos quando utilizado em doses consideráveis, por um período de tempo prolongado.
As mais frequentes são:

 

Estômago: gastrites e úlceras;

Fígado: hepatites tóxicas, esteatose (acúmulo de gordura nas células do fígado, decorrente da ação tóxica do álcool sobre suas membranas), cirrose hepática;

Pâncreas: pancreatites;

Sistema nervoso: lesões cerebrais, demência, anestesia e diminuição da força muscular nas pernas (neurites);

Sistema circulatório: miocardites, predisposição ao depósito de placas gordurosas nos vasos, com risco de infartos, hipertensão e acidentes vasculares cerebrais (derrames).

 

Além de todas estas complicações o álcool aumenta o risco de neoplasias no trato gastrintestinal, na bexiga, na próstata e outros órgãos.

 

 

  • CAPS-ad

 

Você, alguém da família ou amigo(a) possui problemas como álcool? Procure tratamento no CAPS-ad (Centro de Atenção Psicossocial álcool e outras drogas) mais próximo de sua casa. Esse tratamento é realizado por atividades como: atendimento individual; atendimentos grupal; atendimento aos familiares;  oficinas terapêuticas;Visitas domiciliares; tratamento clinico; orientações pedagógicas preventivas, etc.

 

O CAPS-ad é destinado a acolher e cuidar de pessoas com dificuldades decorrentes do uso prejudicial de álcool e/ou outras drogas. O trabalho busca reintegrar o indivíduo à sociedade de forma produtiva e participativa a ambientes sociais e culturais, onde se desenvolve a vida cotidiana e familiar.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Profissão Repórter - Álcool e os Jovens


Mais um programa Profissão repórter, exibido em 19/04/2011. Nessa edição vem trazendo o assunto Jovens e o Álcool.

"O Profissão Repórter foi às ruas para investigar porque o jovem brasileiro está bebendo cada vez mais cedo e cada vez mais.Em São Paulo, universitários esvaziam garrafas e garrafa em vez de estudar. Em Porto Alegre, os jovens vão para a noite, mas não conseguem se divertir. Em Bragança Paulista, em uma festa de peão de boiadeiro, cerca de 20 atendimentos ocorrem em 40 minutos, e o descontrole faz lotar o posto médico. Pais e universidade falam sobre abuso de álcool entre jovens."

Confira o programa em 4 partes nos vídeos a seguir:









  • Entidades voltadas ao atendimento de alcoólicos e familiares


Grupo de pessoas que se reúne diariamente para dividir suas experiências alcoólicas com os colegas. Nos depoimentos, os membros e visitantes falam sobre o que a bebida fez em suas vidas e como deixaram o vício.

Os Alcoólicos Anônimos se encontram para partilhar e manter a sobriedade através da abstinência total de ingestão de bebidas alcoólicas. O A.A. não tem relação com qualquer organização religiosa.


O Al-anon oferece ajudas aos familiares e colegas de alcoólatras. A comunidade é formada por pessoas que dividem, em reuniões semanais, dificuldades em lidar com a doença do alcoólico.

Os alcoólatras não compõem o grupo, pois a comunidade presta assistência aos familiares, que posteriormente com os grupos de auto-ajuda, vão encontrar a melhor maneira de auxiliar a recuperação do dependente.

O Al-anon é uma comunidade espalhada por todo o mundo e está no Brasil há 65 anos.
No site da comunidade, há um mapa do Brasil onde é possível encontrar as unidades nas principais regiões do país.

É um programa de apoio e orientação voltado para os familiares e dependentes químicos.

As reuniões acontecem semanalmente. Nos encontros, são discutidas as dificuldades do próprio dependente e da família em lidar com o vício. Os membros trocam experiências e soluções.

O Amor Exigente existe há 26 anos. Há unidades implantadas em várias regiões do Brasil.


Os núcleos prestam atendimento à saúde mental, desenvolvem acompanhamento clínico e introduz os usuários na sociedade por meio de atividades ligadas ao trabalho, diversão, lazer, convivência familiar e comunitário, e  por meio do exercício dos direitos civis.

O atendimento é realizado diariamente, na tentativa de evitar as internações em hospitais psiquiátricos. Os Centros de Atenção Psicossocial estão introduzidos em todo o país.
Fonte: G1

terça-feira, 12 de abril de 2011

Álcool: Droga Lícita

Quando deparamos com uma propaganda de Cerveja na televisão, ficamos no mínimo atraídos, se não pelo produto em si mais pelas belas garotas, semi nuas que entram em cena para prender a atenção de todos, e acabamos maravilhados com exuberante trabalho de áudio visual, que enche os olhos de quem as vê.

Para nos adultos é menos impactante, enquanto para os jovens que ainda não tem uma opinião formada a cerca do assunto, se tornam alvos fáceis, e acabam se inserindo no vicio do Álcool, de forma prematura desencadeando um efeito domino que por certo acabará desembocando em outros tipos de drogas as chamadas ilícitas.

As estatísticas dão conta, de que os jovens estão entrando no vicio do Álcool, muito mais cedo, nas décadas de 80 e 90, era comum os jovens começarem a provar qualquer tipo de bebida alcoólica entre 14 a 15 anos de idade, hoje porem o inicio se da muito mais cedo começam a beber aos 10 a 11 anos de idade, quando seus organismos ainda estão em fase de formação, tornando-os vulneráveis a utilização de outros tipos de drogas.

Os noticiários de rádio e televisão, dão conta de que 70% dos acidentes tem como causa a ingestão de bebidas alcoólicas, dos quais 50% ocasionam vitimas fatais e 50% deixam as pessoas envolvidas, com seqüelas as vezes irreparáveis, ocasionando um gasto excessivo aos cofres públicos.

Os homicídios, também tem como foco principal o uso de Álcool onde cerca de 70% dos crimes contra a vida são cometidos por pessoas alcoolizadas e geralmente após as 22 horas, com isto não queremos dizer que quem mata é necessariamente quem esta alcoolizado, mas na maioria das vezes quem perde a vida é quem se encontra em estado de embriaguez, que acaba ficando mais valente, mais sensível se envolvendo em brigas e discussões que geralmente acabam em tragédia.

Os acidentes de transito no Brasil apresentam dados alarmantes, e matam mais do que as guerras no Oriente médio no Golfo Pérsico, guerra das Malvinas entre outras, aproximadamente 42.000 pessoas morrem por ano vitimas de acidentes de transito, desse percentual 24.000 pessoas morrem de acidentes em estradas, 10.000 morrem no local do acidente e 8.000 são feridos graves que morrem posteriormente, grande parte dessas mortes poderiam ser evitadas se os condutores de veículos fossem mais prudentes, evitando ultrapassagens perigosas e se não houvesse uma grande ingestão de bebida alcoólica ao dirigir.

Ocorrem pelo menos 723 acidentes por dia nas rodovias pavimentadas brasileiras. Media de 30 por hora ou um a cada dois minutos, ocasionando cerca de 65 mortes por dia nas estradas.

Em paises desenvolvidos a situação é bem diferente dados de 2003 dão conta que na Alemanha, através do Departamento Federal de Estatística, que morreram nesse ano cerca de 6.606 pessoas vitimas de acidentes automobilísticos, e o de feridos foi de 462.600 pessoas, em Portugal não é diferente no ano de 2002 segundo dados estatístico foi registrado um número de óbitos de 1.469 pessoas vitimas de acidente de transito e um número de 4.770 feridos graves.Pare o mundo quero descer. 

Fonte: Olhar Direto

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que é o Alcoolismo?

Os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 a.C., e esse hábito entre as pessoas vem sendo sustentado a longo de toda história da humanidade. Inicialmente, as bebidas tinham baixo teor alcoólico. Foi na Idade Média que surgiram as bebidas destiladas, consideradas como remédio para muitas doenças, pois aliviavam as dores rapidamente. Mas foi só a partir da Revolução Industrial, quando ocorreu um aumento na oferta de bebidas, que se passou a ter problemas mais expressivos com o consumo de álcool, o que hoje se constitui num problema de saúde pública.
Apesar do álcool ser amplamente consumido pela sociedade, poucas pessoas se lembram que ele é uma droga psicotrópica, que atua no Sistema Nervoso Central. O abuso desta droga lícita acarreta mudanças de comportamento com um potencial muito grande para desenvolver dependência com o uso continuado.
 
O que é alcoolismo?


O consumo prolongado de álcool desenvolve a tolerância, ou seja, o indivíduo necessita de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito em seu organismo. Quando um indivíduo já com alto nível de tolerância, interrompe do uso, aparecem os sintomas de abstinência, ou seja, os efeitos da falta da droga no organismo. Dessa forma, instala-se progressivamente o quadro de dependência da substância, chamado de alcoolismo. O alcoolismo é uma doença crônica que traz prejuízos muito graves para a vida do indivíduo. Nos quadros de dependência, o sujeito emprega um tempo cada vez maior de sua vida somente nas atividades relacionadas ao consumo do álcool, abandonando progressivamente outros prazeres e interesses. O alcoolismo atinge entre 5 e 10% dos brasileiros.

 
Como o alcoolismo afeta a vida das pessoas?


Essa doença provoca conseqüências negativas nos aspectos social, profissional, familiar. Ocorre um estreitamento do repertório de vida e o indivíduo vai restringindo sua vida as atividades, lugares e companhias relacionadas ao consumo do álcool. A saúde física e mental do indivíduo vai progressivamente sofrendo uma série de prejuízos, acarretando altos custos para a sociedade.
  

  • Prejuízos para a sociedade
Cerca de 45% das mortes no trânsito da capital paulista são causados por motoristas que tinham consumido álcool.
Cerca de 15% dos trabalhadores brasileiros são dependentes de álcool; causando número de faltas sem justificativa três vezes maior que os demais empregados, apresentam produtividade 30% menor que os não usuários, além de envolverem-se em acidentes de trabalho cinco vezes mais.



  • Prejuízos para a saúde
Com a progressão da doença, os prejuízos para a saúde do indivíduo se agravam. O órgão mais afetado pelo alcoolismo é o fígado, entretanto observam-se problemas em todo o organismo como: cérebro, coração, trato digestivo, sangue e as glândulas hormonais. As doenças decorrentes do alcoolismo são muito graves e crônicas, podendo levar o indivíduo à morte.


  • Prejuízos neuropsicológicos
Sendo o cérebro outro órgão bastante prejudicado pelo alcoolismo, os dependentes podem desenvolver quadros demenciais com déficits cognitivos importantes. As alterações neuropsicológicas mais freqüentes nos dependentes de álcool são: problemas de memória, aprendizagem, abstração, função executiva (iniciar ações, planejar e resolver problemas). Esses indivíduos também apresentam mais erros na execução de tarefas, e uma maior lentificação psicomotora e no processamento de informações. Essas alterações neuropsicológicas tendem a melhorar durante a abstinência, embora de acordo com a gravidade dos quadros exista a manutenção dos déficits mesmo após anos desde a última ingestão de álcool, dada a gravidade dos danos causados ao cérebro.


  •   Prejuízos afetivos e familiares
A deterioração das relações afetivas e familiares dos dependentes de álcool é evidente. A busca incessante pela droga afasta o indivíduo de suas relações. As alterações comportamentais decorrentes do alcoolismo (por exemplo, o indivíduo se tornar agressivo, entre outras alterações) provoca forte tensão psicológica no ambiente familiar, culminando em muitos casos, em violência familiar e separações. Os filhos dos alcoolistas também estão mais suscetíveis a desenvolver problemas com a auto-estima e queda no rendimento escolar. Enfim, a família precisa se conscientizar de que o alcoolismo é uma doença e procurar ajuda o quanto antes para que não “adoeça” junto com o dependente.

 
Como é o tratamento do alcoolismo?


É difícil conscientizar o indivíduo alcoólico sobre sua doença. Normalmente, ele diz “estar no controle” e não percebe as perdas que vem sofrendo progressivamente. Assim, a busca por um tratamento só ocorre quando essas perdas já se encontram num estado de maior gravidade, ou seja, quando o funcionamento da vida do indivíduo se apresenta prejudicado em alguma área que o indivíduo julgue significativa. O tratamento deve envolver uma equipe multidisciplinar, com médico, psicólogo e outros profissionais de saúde. As condições neuropsicológicas do paciente deverão ser avaliadas pelo neuropsicólogo, a fim de melhor delinear o programa de tratamento e o prognóstico da doença. Vale lembrar que o alcoolismo é uma doença crônica, e por ter esse caráter, não existe a cura e sim o controle da doença, ou seja, manter-se afastado do álcool para sempre.

Fonte: Plenamente

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